Aumento dos ataques de cães considerados “antissociais” em Pernambuco levanta um debate sobre segurança e responsabilidade dos tutores
Os ataques de cães ferosos em Pernambuco nos últimos anos resultaram em ferimentos graves, mortes e traumas, gerando um debate sobre a posse responsável de animais e a segurança pública. Esse tema já ganhou destaque este ano. Especialistas ressaltam que o comportamento canino é mais influenciado pela socialização do que pela raça.
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Em 2024, Pernambuco registrou dois ataques graves envolvendo cães da raça Pitbull, gerando preocupação na população. Em setembro, um idoso de 68 anos foi atacado em Olinda e faleceu um dia depois. O dono do animal foi indiciado por homicídio culposo, uma vez que a legislação estadual exige o uso de focinheiras para essa raça. Em novembro, um Pitbull solto atacou um poodle no Recife.
Em 2025, ocorreu um incidente em que um bebê de nove meses foi gravemente ferido por um Pitbull na zona oeste do Recife. Esses casos levantaram um debate sobre a responsabilidade dos tutores e a segurança pública.
Pernambuco possui leis rigorosas que regulamentam a posse de raças consideradas "antissociais", como Pitbulls, Dobermanns e Rottweilers. A lei estadual nº 12.469, sancionada em 2003, proíbe pessoas menores de 18 anos de conduzir esses animais em locais públicos e exige o uso de guias curtas e focinheiras. O descumprimento pode levar à apreensão do animal, que será encaminhado ao canil da Polícia Militar se a situação não for regularizada em até 45 dias, com o tutor responsabilizado pelas despesas.
Em Jaboatão dos Guararapes, a Lei nº 225, de 2008, proíbe a criação e circulação de Pitbulls. Tutores flagrados com esses cães podem enfrentar multas de R$ 3 mil e até a obrigação de se mudarem para evitar penalidades.
Especialistas alertam que rotular algumas raças como "antissociais" é equivocado, pois o comportamento canino é influenciado por fatores como socialização e ambiente. Assim, a responsabilidade dos tutores em adestrar e monitorar seus animais é crucial para garantir a segurança da comunidade.
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