OPINIÃO: Recife Antigo agitado no pré-Carnaval levanta discussões sobre a ocupação permanente do bairro
Por Betinho Radialista*
Desde a sexta-feira (6 de fevereiro) da semana passada, o bairro do Recife Antigo vive dias de intensa movimentação, com ruas, praças, bares e até o entorno do Porto do Recife tomados pelo clima de pré-Carnaval que seguirá ao som dos clarins de Momo até a tradicional quarta-feira ingrata. Entre eventos promovidos pelo Estado e pela Prefeitura, desfiles de bloquinhos, agremiações, cortejos culturais, ensaios abertos, encontros e shows de diversos ritmos, a região atraiu públicos variados, tanto em programações oficiais quanto em iniciativas espontâneas. O ano eleitoral também acirrou disputas e ampliou a oferta de atividades, criando uma agenda intensa, com muitas opções acontecendo ao mesmo tempo.
Mas, para além do período carnavalesco, o cenário também revela questões de planejamento e estruturais que seguem em aberto. O Recife Antigo ainda demanda políticas permanentes que ultrapassem o calendário carnavalesco, como ocupações culturais regulares, por exemplo de edições mensais do “Dançando na Rua”, incentivo à moradia popular para a classe trabalhadora, geração de emprego e renda, além de ações sociais, culturais e educacionais integradas.
Ainda assim, é inegável o impacto positivo de ver o bairro do Recife pulsar novamente, cheio de vida e circulação de pessoas, mesmo que concentrado em poucos dias de fevereiro ou nos tradicionais “domingou”. O grande desafio, porém, permanece: transformar essa efervescência sazonal em presença contínua ao longo do ano, garantindo que a ocupação da região vá além do velho debate do “pão e circo” e se consolide como política urbana e cultural permanente.
*Educomunicador, Pedagogo, Empresário, Consultor e Graduando em Jornalismo



















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